No atual governo muitos brasileiros morreram na fila do INSS aguardando a concessão dos seus direitos


É providencial que o novo governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, que assumirá em 01/01/23, tenha como prioridade adotar imediatamente medidas para acelerar a conclusão dos milhões de requerimentos que ficaram represados criminosamente no INSS durante todo o atual governo, causando transtornos incalculáveis na vida dos brasileiros que buscam por seus direitos previdenciários com aposentadorias, pensões ,auxílio-doença, BPCs e recursos administrativos, onde muitos dos quais morreram na fila dos últimos 4 anos. Para diminuir o problema, se faz necessário um plano de ação com o objetivo de zerar a fila em no máximo 30 dias, com a concessão dos direitos, aos processos sem pendências e aqueles com meros entraves burocráticos. Como também a aceleração da conclusão dos requerimentos com pendências e os recursos administrativos, concedendo ou indeferindo justificadamente os mesmos.

A situação da Previdência Social de hoje é tão absurda e escandalosa, que se faz necessário uma profunda auditoria para apurar os reais motivos dos imorais atrasos na análise e conclusão dos milhões de requerimentos que se encontram parados, onde em muitos casos, são expedidas exigências sem fundamentos e com claro objetivo de travar a concessão do direito ao segurado. Também é preciso investigar o número excessivo de indeferimentos das demandas dos segurados, sem aparente justificativa plausível, em atos totalmente despropositados de fundamento.

Sabemos que existe um déficit de servidores no INSS, mas esse motivo está longe de ser a causa principal da situação caótica que deliberadamente se encontra a Previdência Social, onde muitos dos segurados morrem na fila de espera sem que consigam ver a conclusão dos seus requerimentos. Até porque, todo o serviço público federal sofre com a falta de servidores, mas, bem ou mal funcionam, enquanto a Previdência Social, o maior orçamento do governo federal, está quase parando no cumprimento das suas obrigações com os beneficiários do sistema. Toda essa situação requer uma profunda apuração, e responsabilização daqueles que ocupam cargos de confiança na estrutura do órgão, e inexplicavelmente diante da zona de conforto de suas posições, parecem se comportar de forma omissa e conivente diante dos fatos de conhecimento público, e da grave situação que afeta os segurados do sistema. Em nome da memória dos mortos, e do sofrimento dos que sobreviveram à fila de espera dos últimos 4 anos, essa situação não pode ficar impune, e requer respostas a sociedade.

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