Carlos Lupi se autonomeia para cargo e remuneração total do ministro chegará a R$ 63,2 mil reais



O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), nomeou a si mesmo para a função de membro titular do Conselho Fiscal do Sesc (Serviço Social do Comércio).
  • Ele será representante do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), órgão vinculado à pasta
  • A remuneração é de R$ 4 mil por encontro.
  • Como ministro de Estado, Lupi já recebe salário mensal de R$ 39,2 mil.
  • Somados, os ganhos do ministro nos dois cargos chegará a R$ 63.200,00
Carlos Lupi também nomeou o tesoureiro nacional do PDT e chefe de gabinete da Previdência Social, Marcelo de Oliveira Panella, para o mesmo cargo junto ao Conselho Fiscal do Sesc. Ele também receberá o bônus de R$ 4 mil.

Ao UOL, a assessoria do Sesc disse que cada participante recebe R$ 4 mil por reunião. No total, são realizadas seis reuniões do colegiado por mês. Caso participe de todos os encontros, Lupi e Panella ganharão um extra de até R$ 24 mil mensal.

À reportagem, o ministro afirmou que as nomeações para os conselhos do sistema S são atribuições conferidas aos ministérios, entre eles o da Previdência Social.

"As vagas daqui, quando chegamos na semana passada, eram de Onyx Lorenzoni e Ciro Nogueira [ex-ministro da Casa Civil]", disse Lupi, por meio de sua assessoria.

Ainda, o ministro ressaltou que ele assumirá a função devido ao "peso da responsabilidade" que a tarefa exige.

Conselho se reúne até seis vezes por mês. O colegiado fiscal do Sesc, e outras entidades ligadas ao sistema S, faz reuniões mensais.

Segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio), os conselhos fiscais do Sesc e do Senac possuem sete membros cada um. O governo federal tem direito a indicar quatro vagas. As centrais sindicais, uma. A própria CNC ocupa dois postos.

Na parte que compete ao governo federal, as vagas são distribuídas entre os ministérios da Previdência Social, do Trabalho e do Desenvolvimento Social e Gestão.

Jetons turbinaram salários 
de ministros bolsonaristas.

Pelo menos cinco ex-ministros do governo Jair Bolsonaro turbinaram seus salários graças ao recebimento de jetons por ocuparem conselhos de para estatais, a exemplo do Sesc.

O ex-ministro Rogério Marinho, um dos principais aliados de Bolsonaro, chegou a ganhar extra de R$ 189 mil em jetons, fora o salário, por participar de 11 reuniões do Conselho Fiscal do Sesc. Quando esteve no governo, ele conciliou as duas atribuições.

Outros que acumularam cargos no antigo governo com vagas em diferentes para estatais foram Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Onyx Lorenzi (Cidadania e depois Trabalho) e Ciro Nogueira (Casa Civil).

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